AS PALAVRAS INVERTIDAS
A homossexualidade nos dicionários.

Se desexa ler este artigo en inglés

To return to Arenal

POR JESUS MOINHOS

da revista S'HOMOS, Número 11 (1996)
CGC, Colectivo Gai de Compostela
Apdo de correos 191
15780 Santiago de Compostela (CORUNHA)




Em fevreiro deste ano (1996) manifestavam-se várias dezenas de pessoas, convocadas pola ILGA-Portugal e o grupo de trabalho homossexual ante a sede da Porto Editora (1) em protesto polo tratamento que no seu dicionário (usado amplamente em escolas, liceus e universidades portuguesas) (2) recebem as entradas "homossexualismo e lesbianismo".

Como esporei a continuaçom, o dicionário Porto Editora nom é em absoluto un caso ailhado (3). A moral subjacente no ou na dicionarista transcende e fica impressa nas páginas da sua obra, que á sua vez será tomada como fonte para a realizaçom de posteriores trabalhos lexicográficos (Svensén 1993). Destarte podemos rastejar desde traços subtis até explícitas manifestaçons de homofobia (palavra que, aliás, nom aparece recolhida nas obras estudadas, facto justificável em parte por nom estar ainda suficientemente espalhado o seu uso) nos dicionários da nossa língua.

Tomo como referência para o que considero umha adequada definiçom do termo "homossexualidad" a feita pola Professora Sonia Soriano da Universidade de Salamanca "É um tipo de orientaçom do desejo sexual e nom apenas ter relaçons sexuais com pessoas do mesmo sexo (condutas). Como orientaçom do desejo, falamos de homossexualidade quando as pessoas do mesmo sexo se converterom em estímulos eróticos, e portanto para elas se dirige e por elas se activa o desejo sexual; para elas se dirige a atracçom sexual e vinculaçom emocional; as pessoas do mesmo sexo costumam ser o objecto das fantasias eróticas e com elas se costumam desejar e costumam ocorrer as condutas sexuais" (Soriano 1994).

"sobre todo o conxénito"

O Dicionário Xerais da Lingua (Ares Vázquez et alii 1986) é possivelmente o mais usado nos centros de ensino da Galiza. Distingue entre orientaçom e conduta nas definiçons de 'homossexual' ("2. persoa que ten relacións carnais con outros do seu mesmo sexo, ou se sente atraída por elas") e lesbiana, mas resultam incompletas ao compará-las com a de Soriano. Indica em 'maricón' e 'invertido' que se usam "en sentido despectivo". Mas em 'sáfico' de novo encontra-mos "amor lésbico" sem nengumha alusom ao aspeito simplesmente sexual, que parece, aos olhos dos/as dicionaristas, estar mais relacionado com o home e os órgaos sexuais masculinos. Cultismos como 'sodomia', 'safismo', 'tribadismo' ou 'uranismo' nom estám presentes neste dicionário. Nem 'inversión' nen 'efeminado' fam referência á homossexualidade.

O Estravis (Alonso Estravis 1995), dicionário que, segundo o seu autor, é "dentro dos manuais, o mais completo das línguas románicas ao uso", com quase 90.000 entradas, distingue entre 'homosexualidade" ("cualidade ou disposizón de homosexual") e "homosexualismo" ("1. Apétencia preferencial amorosa polos indivíduos do mesmo sexo. 2. A prática de actos sexuais entre indivíduos do mesmo sexo.") onde diferencia claramente orientaçom de conduta. Mas o autor nom sempre se mostrou tam imparcial. Com respeito á anterior ediçom em tres tomos (Alonso Estravís 1986), como aponta Outeiro, "igualmente achamos correcçoes de tipo ético, como a mudança das definiçoes de 'abada' ou 'homosexualismo' (...) mas, apesar de manifestar-se neste e noutros casos umha clara intencionalidade correctora, observamos algum que outro lamentável lapso (cfr. 'cantiga' ou 'maricas')" (Outeiro 1995). Com efeito, 'invertido' aparece na segunda acepçom de 'maricas'. Como sinónimos oferece "maricallo', "maricolas', 'maricón', 'mariqueiro', 'mariquitas', 'mariolo', 'fraco' e 'mullerengo'. Ao acudirmos a vocábulos hoje já nom utilizados encontramos que o 'uranismo' é "inversón sexual", um "pederasta" é "aquel que ten o vício da pederastia", e a "pedofilia" é a "atraczón sexual mórbida do adulto polos meniños " (sic).

Frente a esta visom da homossexualidade masculina, define 'lesbiano' (é lésbico, lésbio) assi "2. Di-se do amor dunha muller por outra. 3. Di-se da muller homosexual".

O dicionário Ir Indo (Feixó et alii 1986) estabelece a distinçom entre 'homosexualidade' e 'homosexualismo' e as respectivas definiçons coincidem exactamente com Estravís (1986), assi como a qualificaçom de "atracción sexual mórbida" da pedofilia. Pero vai mais alá. A 'sodomia' é, para os autores, "práctica sexual anómala entre individuos de sexo diferente", e o 'uranismo' "inversión sexual//Homosexualismo masculino, sobre todo o conxénito" (sic) (4). Por último a concepçom do sexo como algo restringido exclusivamente a duas pessoas aparece no vocábulo 'lesbianismo' : "Práctica de actos sexuais entre dúas mulleres"; é destarte que novamente a sexualidade feminina se ve limitada nas suas possibilidades por juízos negadores da autonomia da mulher.

"gústalle xogar ás casiñas"

O RAG-ILGA (RAG-ILGA 1990) caracteriza-se por ter um carácter mais didáctico. Em ocasions acompanha as definiçons com frases exemplificativas. As definiçons de 'homosexual' cingem-se somente á orientaçom, mas as de 'lesbiano', '-a' incluem ademais o ponto de vista da conduta. Eis a definiçom que dá de 'maricas' ou 'maricón', na sua segunda acepçom "dise do home que ten maneiras efeminadas; aínda sen ser homosexual (sic). -É un pouco maricas, gústalle xogar ás casiñas coas nenas.- Obs. Son ambas palabras de uso popular". Acho que dificilmente um dicionário poderia de jeito mais preciso mostrar aos rapazes e ás rapazas o que é um preceptivo comportamento sexista. Carece tamém dos termos que sinalei como ausentes no Xerais.

Os dicionários infantis apresentam umha série de rasgos especifícos e próprios como a limitaçom do lemário ou conjunto de entradas "aos termos de uso mais frequentes" e as definiçons caracterizadas "pola sua absoluta e maior simplicidade e compreensivilidade a respeito do lema" (Nuccorini 1993 35-36). Portanto nom é de estranhar que o Santillana (Xove et alia 1995), de 2.000 entradas, somente inclua entre elas "homosexual" ("(Persoa) que se sente atraída por persoas do seu mesmo sexo"), "lesbiana" ("muller homosexual"), "marica", "maricas" or "maricón", onde indica o matiz desprezativo, e "pederasta" ("home que mantén relacións sexuais cun neno"). Nom da a acepçom 'homosexual' para 'efeminado', e em conjunto é o dicionário mais imparcial ou obxectivo dos aqui estudados.

Ainda que polas suas características fique afastado das restantes obras que estamos a ver, acho que é preciso mencionar polo seu interesse o 'Diccionario Xerais de Sinónimos' (Castro Macía 1995), recém- saído do prelo. Dá como sinónimos de 'homosexual', nesta orde, "1. Desviado (sic), invertido (sic), marica, maricón, pederasta, sodomita. 2. lesbiana, virago". E como equivalentes de efeminado "1. amullerado, cachicón, cazoleiro, cullereiro, escumapotes, homosexual, madama, mandileiro, maricallo, maricas, maricón, monfradito, mullerengo, voluptuoso" (em 'maricón' acrescenta, ademais, 'lareiro') (5). Além das designaçons populares introduz termos em desuso de matiz netamente desprezativo utilizados antano em meios pseudocientíficos. As fontes portuguesas das que se serviu o autor evidenciam-nas vozes como 'homosexualismo' (sinónimo de 'lesbianismo') e 'mole' (em lugar de "mol", única forma aceite pola normativa oficial, na segunda acepçom de efeminado).

"aversão...ás pessoas do sexo oposto"

O Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Machado 1981), en doze tomos, som doze caixas de surpresas. A sua explicaçom do termo 'homossexual' nom tem desperdício "diz-se dos homens our das mulheres que praticam actos sensuais (sic) com indivíduos do mesmo sexo e que apresentam aversão muito nítida ás pessoas do sexo oposto". Dá como segunda acepçom em sentido figurado de 'lesbiano' a de "devasso, disoluto" (6) e define 'lesbianismo' como "qualidade das lesbianas (sic)// Conjunto das práticas sensuais (sic) entre mulleres". A 'inversão' é un "desvio patológico", un "uranista", umha "pessoa que tem a perversão do uranismo", un "fanchono" um "indivíduo que tem o vício da pederastia" que é á sua vez, umha "perversão sexual que consiste em ter um homem relaçoes carnais com outro homem; fanchonice, sodomia". No entanto, a 'pedofilia" é para o autor "amor, dedicação ás crianças", e um pedofilo, alguém "que gosta muito de crianças". Nesse caminho, e quiçá sem sabelo, o Machado nom parece ir tam errado.

De forma inusual, distingue entre "safismo" ("forma de homossexualidade feminina que diz respeito a práticas aberrantes entre mulhers//amor lésbico (sic)" e 'tribadismo' e 'tribadia' ("inversão do instinto sexual na mulher que apresenta caracteres másculos mais acentuados que no safismo (sic)). E dá como sinónimo de "mulher invertida" a palavra "maricas". Nom distingue, como outros, entre 'homossexualidadé e 'homossexualismo'.

Do mesmo prisma está tratada a homossexualidade no dicionário de Candido de Figueiredo (Figueiredo 1981), que na sua décimo-sexta ediçom quase nada mudou desde que se começou a editar a princípios desde século. A seguir mencionarei as entradas que, ao meu ver, merecem mais a atençom 'homossexualismo' ("prática de actos sensuis entre indivíduos do mesmo sexo"); 'lesbianismo' ("um dos vícios sensuais contra a natureza, nas mulheres. Aberração do instinto sexual") 'invertido' ("diz-se do homem em que outro (sic) exerce acçoes libidinosas"); 'pederastia' ("vício contra a natureza ou amor repugnante de um homem a um rapaz ou a outro homem"); 'uranismo' ("inversão sexual, mórbida. Homossexualidade, perversão que arrasta o indivíduo para outro do mesmo sexo") 'sodomia' ("acto sensual contra a natureza. Pederastia") 'tríbadé ("mulher dada a práticas homossexuais").

Dá a acepçom figurada de "dissoluto" para 'lesbiano', afirma que un 'pedófilo' é alguém "que gosta de crianças" e define 'safismo' como "amor homossexual, de mulher para mulher; lesbianismo" fermoso, mas incompleto e claramente sexista.

Para além da consideraçom do 'homossexualismo' como "prática de actos homossexuais; inversão sexual" e do 'lesbianismo' como "aberração do instinto sexual na mulher que practica actos sexuais com outra mulher; o mesmo que lesbianismo (sic) e tribadismo", o Porto Editora (Almeida Costa/ Sampaio e Melo 1991) volve falar da 'pedofilia' como "atracção sexual mórbida" e do 'safismo' como "amor". Em 'fanchono' dá a seguinte definiçom, tamém de ares ranços e anacrónicos "Homem lu'brico que procura praceres nos indivíduos do proprío sexo (...)"

Por u'ltimo o Novo Dicionário da Língua Portuguesa (Buarque de Holanda Ferreira 1986) imenso manual de 25 milhons de caracteres parece á primeira vista o mais posto ao dia dos vistos até aqui. As definiçons para 'homossexual' e 'heterossexual' som em todo paralelas "1. Relativo á afinidade, atração e/ou comportamentos sexuais entre indivíduos do mesmo sexo. 2. Que tem essa afinidade e esse comportamento//Pessoa homossexual. (Anton. heterossexual)". 'Lesbianismo' é "homossexualismo femenino consistente no atrito (7) recíproco dos órgaos genitais".

Contodo, em 'homossexualidadé de novo encontramos como sinónimo (além de 'homossexualismo') 'inversão', e ao descermos a vocábulos menos empregues temos "inversão sexual" ('uranismo'), "que ou quem tem a perversão do uranismo" ('uranista') e "aquele que é dado á pederastia" ('pederasta'). Tanto 'pedofilia' como 'pedófilo' estám exentas nas suas definiçons de qualquer matiz sexual, como nos dicionários portugueses (excepto o Porto Editora).

"a perversão do uranismo"

O Aurélio é tamém um dicionário rico en sinónimos. Como equivalentes de "homem que é homossexual passivo" ('efeminado 2.) oferece 'afrescalhado', 'aqualirado', 'aveadado', 'fresco', 'ventilado', 'veado', 'bicha', 'bicharoca', 'bicha-louca', 'bichona', 'boneca' e 'pirobo'. Outras entradas de sinónimos som 'vinte-e-quatro' 'tobeiro'. Engade 'adamado', 'amaricado', 'mariquinhas', 'mulherendo', 'mulherzinha' e outras palavras presentes nos restantes dicionários como sinónimos de 'efeminado' 1., e 'lésbia', 'lesbiana', 'mulher-homem', 'mulher-macho', 'sapatão' como termos equivalentes de 'lésbica'. 'Homaça', 'machoa', 'machona', 'marimacho' e 'virago' aludem tam só a "mulher robusta e de modos grosseiros ou varonis (8).

O Aurélio é ademais o u'nico dicionário dos consultados que inclui a entrada 'gay'. Indica a sua pronunciaçom (guei), a sua utilizaçom para os dous géneros e remete para a adapçom 'gueí, neologismo de facto nom usado no Brasíl e que define como "pessoa homossexual" e nom como "homossexual militante", significado com o que se começou a usar ao se estender a outras línguas desde o ingles (9).

Desde outro ponto de vista, o facto de sinalar a homossexualidade como algo anómalo ou aberrante está relacionado com a ausencia de termos relativos á heterossexualidade que, por ser o pressuposto como o "normal" e "natural" é obviada. Somente o Xerais, o Santillana e o Aurélio contemplam definiçons em maior ou menor grau paralelas de "homossexual" e "heterossexual". Os restantes dicionários quer ignoram este u'ltimo vocábulo, quer aclaram que é um termo específico do campo da psicologia (Porto Editora) ou lhe assignam significados sem conexom nengumha com o tema que nos ocupa (Estravís).

O caso do Porto Editora nom é, portanto, o u'nico. Mas a iniciativa de pressionar para a mudança dos seus conteu'dos de carácter homófobo bem pode ser a primeira das acçons a desenvolver com a finalidade de por fim a outras situaçons anacrónicas e discriminatórias presentes nos demais dicionários da nossa língua.

Agradeço a Sílvia Alonso, Féli Rodríguez e Carlos Valcárcel os cabos que me botárom.

Notas do autor

(1) Vd. CGC (19964). O.C.G.C. e ILGA-Portugal emprenderom campanhas de envio de cartas á editorial.
(2) Além disso, o dicionário Porto Editora é de uso recomendado nas faculdades de filologia galegas.
(3) Nom pretendo aqui levar a cabo um repasso exaustivo, mas apenas fazer um percorrido por alguns dos principais dicionários monolíngues galego-portugueses.
(4) A concepçom do "uranismo" como algo congénito parte das ideas de Ulrichs, na primeira década deste século, com grande transcendencia na posterior literatura médica. (Lauritsen/Thorstad 197791 e sgs.).
(5) Vocábulos populares galegos nom registados polo autor som 'mariposa', 'márí, 'marolas','maria-manuela', 'sara' e 'sarita', 'maricalla', 'cazolas' e 'meio-homé. (Montero 1981 222-223).
(6) Nisto segue ao Candido de Figueiredo (1981)
(7) Atrito, fricçom. O autor basea-se para fazer a definiçom no verbo grego que originou os termos "tríbade" e "tribadismo" e que significa "esfregar"
(8) Apesar de o Aurélio recolher numerosas vozes luso-africanas nom o fai com as palavras angolanas 'rosqueiro' ("sodomita; masturbador") e "rabanca" (do quimbundo 'kilabanga", "gorsseiro, ordinário; mulher-homem"). (Luandino Vieira 1981 164 e 1987104).

Kroll (1984 107-108 e 112) acrescenta os seguintes nomes populares para o conceito "homossexual" 'maricocas', 'maricola', 'maricoquinhas', 'maricotes (Algarve)', 'marinelo', 'marocas', 'maria-molé, 'maria-fedes'; 'adelaidé, 'adelaidinha'; 'amélia'; 'aninhas (Alentejo)', 'choninha' ou 'choninhas' (de Joaninha, Minho); 'dona-maria-pé-de-salsa'; 'joão-da-amora'; 'alcides' (Brasil), 'barbosa', 'grégorio'(Brasil), 'horácio', 'borboleta', 'gunda' (Brasil), 'larilas', 'lelé e loló'(Brasil), 'menina', 'panasca' e 'paneleiro' ("pederasta passivo"), 'pé-de-salsa', 'puto', 'quebra-brilhas', 'rabeta e rabicho', 'rodízio' (Coímbra), 'roto' e 'tricas'. Miglirorini (1968 277-78) engade as vozes portuguesas 'janota' e 'joaninha'.
Para umha tipologia dos termos designativos de "homossexual" nas línguas románicas veja-se Valcarcel (1996).

(9) A pronunciaçom "guei" é a mais estendida nos outros países lusófonos. Em relaçom ao problema gráfico no espanhol e no euskera veja-se Alvarez (1996).


BIBLIOGRAFIA

Almeida Costa, J./ Sampaio e Melo, A. (1991)
Dicionário da Língua Portuguesa, 6a edição. Porto Editora, Porto.
Alonso Estraví, Issac (1986) Dicionário da Língua Galega.
Alhena. Madrid.
Dicionário Sotelo Blanco da Língua Galega.
Sotelo Blanco. Santiago de Compostela. (1995)
Alvarez, Imanol (1996)"Sobre la palabra 'gay',
su origen y la conveniencia de utilizarla con 'y' em Gay
Hotsa No 54 Zbk, anno XX urtea, 1996-1. EHGAM, Bilbao.19.
Ares Vázquez. Ma Carme/Carballeira Anllo, Xosé
Ma et alii (1986) Diccionario Xerais da Lingua. Ed. Xerais. Vigo.
Buarque de Holanda Ferreira, Aurélio (1986)
Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2a edição revista e
aumentada. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro.
Castro Macía, Luís (1995) Diccionario Xerais de
Sinónimos, termos afins e contrarios. Ed. Xerais. Vigo.
CGC (1996) S'homos No 10. Colectivo Gai de
Compostela. Santiago de Compostela.
Feixó Cid, Xosé/Enriquez Rodríquez,
Xosé Manuel/ Rocamonde Gómez, Ramón/ Parada
Fernández, Celso (1986)Diccionario da Lingua Galega.
Ir Indo edicións. Vigo.
Figueiredo, Candido de (1981)Dicionario da Língua
Portuguesa, 16a edição. Livraria Bertrand. Amadora.
Kroll, Heinz (1984)O eufemismo e o disfemismo en
portugues moderno. Instituto de Cultura e Língua
Portuguesas. Biblioteca Breve. Lisboa.
Lauritsen, John/ Thorstad, David (1977)Los primeros
movimientos en favor de los derechos homosexuales
(1864- 1935). Tusquets editor. Barcelona.
Luandino Vieira, José (1981)Luuanda 6a edição.
Ediçoes 70. Obras de José Luandino Vieira. Lisboa.
João Vencio (1987)os seus amores, 2a edição. Ediçoes 70.
Obras de Luandino Vieira. Lisboa.
Machado, José Pedro (1981) Grande Dicionário da
Língua Portuguesa. Amigos do Livro Editora/ Sociedade
da Língua Portuguesa. Lisboa.
Migliorini, Bruno (1968) Dal nome proprio al nome comune.
Leo S. Olschki Editore. Firenze.
Montero, Emilio (1981)El eufemismo en Galicia (su
comparación con otras áreas romances). Anexo 17 de Verba.
Universidade de Santiago de Compostela. Santiago de
Compostela.
Nuccorini, Stefania (1993)La parola che non so. Saggio sui
dizionari pedagogici. La Nuova Italia. Firenze.
Outeiro, José Manuel (1995) "O dicionário galego de Isaac
Alonso Estravís", em Agália No 41. AGAL. 121-123.
Real Academia Galega/Instituto da Lingua Galega (1990)
Diccionario da Lingua Galega. RAG/ILGA. A Corunna/
Santiago de Compostela.
Soriano, Sonia (1994) "A toma de consciéncia da
orientación sexual". Conferencia proferida nas II Xornadas
de Sexualidade Homosexualidade, organizadas polos CAF de
Psicologia em Santiago de Compostela, 2-5 de Maio de 1994,
em parte recolhida no dossier das jornadas.
Svens'en, Bo (1993)Practical Lexicography principles and
methods of dictionary-making. Oxford University Press.
Oxford
Xove Ferreiro, X. et alii (1995)Diccionario da Lingua
Galega. Obradoiro S.A./ Santillana S.A. Vigo.
_________________________________________